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Construção em transformação: os novos caminhos para produzir mais, melhor e com menos impacto

O setor imobiliário e a construção civil vivem um momento de transformação sem precedentes. Novas tecnologias, processos industrializados e sistemas construtivos mais eficientes começam a redesenhar uma atividade historicamente marcada pela produção artesanal no canteiro. Em um cenário que exige mais produtividade, previsibilidade e responsabilidade ambiental, a discussão já não é apenas sobre como construir mais, mas sobre como construir melhor.
É nesse contexto que a industrialização e a construção off-site ganham relevância. Ao transferir parte significativa da produção para ambientes fabris controlados, esses sistemas abrem novas possibilidades para reduzir desperdícios, otimizar o uso de água, energia e matérias-primas, diminuir o tempo de obra e os impactos sobre o entorno, além de favorecer processos mais alinhados aos princípios da economia circular. Mais do que uma inovação construtiva, trata-se de uma nova lógica de produção para o setor.
As novas fronteiras dessa transformação estarão no centro do 17º Fórum de Sustentabilidade da Ademi-BA, que acontece no dia 12 de novembro, no Teatro Sesc Casa do Comércio, em Salvador. Com o tema “Industrialização e Construção Off-Site sob a Ótica da Sustentabilidade”, o encontro reunirá alguns dos principais nomes da indústria, do mercado imobiliário e do poder público para uma imersão sobre eficiência, inovação e responsabilidade ambiental — e, sobretudo, para discutir o que precisa acontecer para que essas soluções avancem em escala no Brasil e na Bahia.
A experiência internacional ajuda a dimensionar o potencial dessa transformação. Análises da McKinsey sobre construção modular apontam que a transferência de atividades para ambientes industriais pode reduzir os cronogramas dos projetos em cerca de 20% a 50% e, em condições adequadas, diminuir custos em até 20%. Sob a ótica ambiental, essa mudança também altera a dinâmica do canteiro. Processos padronizados favorecem o melhor aproveitamento dos insumos e a reciclagem de aparas e sobras. Como parte relevante das atividades passa a acontecer na fábrica, diminui-se o período de execução no local, com potencial redução de poeira, ruído, menos incômodos no entorno, maior controle de qualidade e melhores condições de trabalho.
No Brasil, essa transição já começou. Dados da FGV IBRE apontam que aproximadamente 15,7% das obras brasileiras utilizaram algum sistema construtivo industrializado em 2026, ante 14,8% em 2025. Ao mesmo tempo, 48,2% das empresas pesquisadas declararam algum grau de adoção desses sistemas. Nas edificações, o avanço foi mais acentuado: o índice passou de 16,1 para 18,8 em apenas um ano. Os dados mostram também uma diversificação das tecnologias. Entre as empresas de edificações pesquisadas pela FGV IBRE que utilizam sistemas industrializados, drywall e pré-fabricação de concreto aparecem entre as soluções mais presentes. Mas chama atenção o avanço de sistemas associados à construção a seco e à pré-fabricação: entre 2025 e 2026, a utilização de steel frame passou de 15,6% para 32%, painéis cimentícios de 18,1% para 34,3% e fachadas pré-fabricadas de 12,9% para 28%.
É justamente nesse contexto que a Ademi-BA realiza, no dia 12 de novembro, no Teatro Sesc Casa do Comércio, em Salvador, o 17º Fórum de Sustentabilidade, com o tema “Industrialização e Construção Off-Site sob a Ótica da Sustentabilidade”. O encontro reunirá indústria, mercado imobiliário, poder público e especialistas para discutir não apenas as tecnologias disponíveis, mas as condições necessárias para que elas ganhem escala: viabilidade econômica, financiamento, regulação, capacitação profissional, logística, impactos tributários e incorporação dos ganhos ambientais às estratégias das empresas.
Mais do que discutir se o futuro da construção será industrializado, o Fórum propõe uma questão mais ampla: como utilizar a industrialização para construir melhor, com mais produtividade e menor impacto? O evento é voltado a profissionais da construção civil e do mercado imobiliário, arquitetos, engenheiros, gestores, pesquisadores e todos os interessados nas transformações do setor. Estudantes contam com desconto especial na inscrição. Mais informações e inscrições aqui.




