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Construindo caminhos mais sustentáveis

A construção civil sempre foi um dos pilares do desenvolvimento econômico e social, refletindo as transformações culturais e tecnológicas de cada época.
Desde as antigas civilizações que erguiam monumentos com técnicas rudimentares até os arranha-céus modernos, a forma como construímos vem se modificando. O conceito de sustentabilidade ganhou destaque e a evolução das tecnologias, bem como a busca de um desenvolvimento mais sustentável, se tornou não apenas uma necessidade, mas uma tendência que tem o Brasil como um dos países com maior matriz energética renovável e potencial para liderar a agenda de descarbonização.
Prova disso é o estudo inédito realizado pela ABRAINC em parceria com a consultoria DEEP ESG que destacou a posição competitiva do Brasil nesta pauta. Publicado no jornal Valor Econômico, o estudo revela que o país se destaca por sua matriz energética renovável e métodos construtivos que o colocam à frente de grandes economias. Essa análise é um marco importante para entender como o setor da construção civil pode contribuir para um futuro mais sustentável.
As emissões de CO2 por habitante no Brasil são notavelmente baixas, com apenas 0,43 tonelada por ano, comparadas a 3,06 toneladas da média mundial. Essa diferença significativa reflete não apenas a eficiência energética do país, mas também a implementação de políticas que incentivam práticas sustentáveis. No contexto da construção, as emissões por metro quadrado construído variam entre 0,49 e 0,56 tonelada de CO2, em contraste com a média internacional de 1,53 tonelada. Esses números evidenciam o potencial do Brasil para liderar práticas inovadoras e sustentáveis no setor.
Um dos maiores desafios destacados no estudo é a concentração das emissões de carbono na cadeia de suprimentos, envolvendo materiais como cimento, aço e vidro, indicando uma necessidade de transformar a forma como esses materiais são produzidos e utilizados. Inovações no mercado da construção civil estão surgindo como soluções viáveis. O uso de materiais sustentáveis, como madeira de reflorestamento, tijolos ecológicos e concreto reciclado, já está em prática em diversos empreendimentos. Essas alternativas não apenas diminuem a pegada de carbono, mas também promovem um ciclo de produção mais responsável e consciente. Além disso, a implementação de técnicas como a construção modular e pré-fabricada tem mostrado resultados positivos na redução de desperdícios e no aumento da eficiência.
Importante mencionar também a evolução conquistada com o IPTU Verde, imposto que oferece descontos e benefícios para construções que adotam práticas mais sustentáveis. Além disso, a certificação de edifícios sustentáveis, como o LEED e o Aqua, tem ganhado destaque no Brasil. Essas certificações garantem que os projetos atendam a critérios rigorosos de sustentabilidade, desde a eficiência energética até a gestão da água. Com o aumento da conscientização sobre a importância da sustentabilidade, mais empreendimentos buscam essas certificações, o que, por sua vez, eleva o padrão do mercado.
Investir em educação e capacitação sobre práticas sustentáveis é essencial para que o setor da construção civil continue avançando. Programas de treinamento que ensinam técnicas de construção com uso de materiais ecológicos são fundamentais para preparar novos profissionais. A colaboração entre empresas, instituições de ensino e órgãos governamentais pode acelerar essa transformação necessária.
Os avanços construtivos no Brasil colocam o país em uma posição privilegiada na agenda global de descarbonização, muito embora saibamos que ainda temos um importante caminho de evolução a trilhar. Apesar dos desafios, o futuro da construção civil no Brasil é promissor. A combinação de inovações, incentivos e educação são as ferramentas para uma construção sustentável e consciente.




